Respiro. Não há muita coisa mais a se fazer.
Olho o longo caminho que deixei atrás de meus pés.
Será que você ainda está nele?
Tudo vale a pena. Tudo. Nada é perdido.
Uma lágrima me molha a face. Mas é de Paz.
Como é bom chorar de Paz.
Um sorriso.
Sorriso de enfim.
De enfim a vida.
Eu não quero mais chorar por você. Você me custou uns bons anos de vida.
E não é porque eu insisti, é porque minha alma se recuperou como de um acidente. Aos poucos. De leve.
E sabe, agora eu quero respirar com meus próprios pulmões. Eu quero sorrir com a minha própria vontade.
E quero encontrar alguém que aceite assim. Do jeito que tem de ser.
Do jeito que tem de ser.
E eu não preciso mais disso.
Mas preciso de muitas outras coisas agora.
Quero uma vida nova... quero um sorriso novo, um olhar novo.
Mas não quero apagar nada!
Quando se apaga alguma coisa, não se aprende com ela. E eu quero ter aprendido. Pra não errar mais, ou se for pra errar, que dessa vez seja com consciência. Seja com firmeza.
Respiro. E agora começo a sentir meus pés no chão.
Me deixe seguir meu caminho, que eu nunca mais vou pesar o seu com nenhum rancor.
Sonhos.
Até quando são reais?
domingo, 25 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
O que me machuca são só tuas palavras.
Não o jeito que me olha, que sorri, ou chora... mas tuas palavras.
Que buscam sentido no fundo da minha alma. Que buscam moradia em um lugar que eu não gosto, e tomam dimensões que não quero. Que saem de lugares que nem sabia que existia.
E minhas palavras também me machucam. E são só pra me defender. Só pra me defender.
Busco defesa na minha própria destruição.
Não fale mais assim. Tome cuidado com o que pode fazer. Cuidado com o abismo diante de seus pés.
Há menos chão do que pode imaginar.
E eu? nem poderei mais sentir, eu nem poderei mais te ouvir. Minha alma já está ferida demais. Meu chão já está longe demais. E esse ainda é o ar que eu respiro, essa ainda é a vida que vivo. Me diga como poderei fugir?
Me diga com qual força?
E pra onde?
Se não enxergo mais nada além do vazio?
Não o jeito que me olha, que sorri, ou chora... mas tuas palavras.
Que buscam sentido no fundo da minha alma. Que buscam moradia em um lugar que eu não gosto, e tomam dimensões que não quero. Que saem de lugares que nem sabia que existia.
E minhas palavras também me machucam. E são só pra me defender. Só pra me defender.
Busco defesa na minha própria destruição.
Não fale mais assim. Tome cuidado com o que pode fazer. Cuidado com o abismo diante de seus pés.
Há menos chão do que pode imaginar.
E eu? nem poderei mais sentir, eu nem poderei mais te ouvir. Minha alma já está ferida demais. Meu chão já está longe demais. E esse ainda é o ar que eu respiro, essa ainda é a vida que vivo. Me diga como poderei fugir?
Me diga com qual força?
E pra onde?
Se não enxergo mais nada além do vazio?
E ainda tem essa força que me enforca de dentro pra fora. E me tira a vida por alguns instantes.
As vezes leve, suave. Outras, um furacão... Que vai levando tudo o que encontra, e nessas horas, estranhamente a água que transborda escorre pelos olhos. E ela tem gosto de aflição.
Gosto de quando é por felicidade, mas não gosto quando é desespero.
Mas essa que cai ajuda a tirar o que há de mar dentro do meu coração. Pra que assim a maré vá se acalmando novamente.
O mar esconde o que é desespero... E eu preciso deixar de ser maré e voltar a ser simplesmente mar.
Preciso é deixar de ser tempestade, pra ser somente sonho. Um sonho doce e suave, que não precise de mais espaço do que lhe ofereço. Eu preciso agora, apenas respirar... Pra recuperar os instantes em que morri. Respirar de leve, mas profundo. Profundo. E leve.
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