E ainda tem essa força que me enforca de dentro pra fora. E me tira a vida por alguns instantes.
As vezes leve, suave. Outras, um furacão... Que vai levando tudo o que encontra, e nessas horas, estranhamente a água que transborda escorre pelos olhos. E ela tem gosto de aflição.
Gosto de quando é por felicidade, mas não gosto quando é desespero.
Mas essa que cai ajuda a tirar o que há de mar dentro do meu coração. Pra que assim a maré vá se acalmando novamente.
O mar esconde o que é desespero... E eu preciso deixar de ser maré e voltar a ser simplesmente mar.
Preciso é deixar de ser tempestade, pra ser somente sonho. Um sonho doce e suave, que não precise de mais espaço do que lhe ofereço. Eu preciso agora, apenas respirar... Pra recuperar os instantes em que morri. Respirar de leve, mas profundo. Profundo. E leve.

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