quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


E ainda tem essa  força que me enforca de dentro pra fora. E me tira a vida por alguns instantes.
As vezes leve, suave.  Outras,  um furacão... Que vai levando  tudo o que encontra, e nessas horas, estranhamente a água que transborda escorre pelos olhos. E ela tem gosto de aflição.
Gosto de quando é por felicidade, mas não gosto quando é desespero.
Mas essa que cai ajuda  a tirar o que há de mar dentro do meu coração.  Pra que assim a maré vá se  acalmando novamente.
O mar esconde o que é desespero... E eu preciso deixar de ser maré e voltar a ser simplesmente mar.
Preciso é deixar de ser tempestade, pra ser somente sonho. Um sonho doce e suave, que não precise de mais espaço do que lhe ofereço. Eu preciso agora, apenas respirar... Pra recuperar os instantes em que morri. Respirar de leve, mas profundo. Profundo. E leve.

Nenhum comentário:

Postar um comentário