Não o jeito que me olha, que sorri, ou chora... mas tuas palavras.
Que buscam sentido no fundo da minha alma. Que buscam moradia em um lugar que eu não gosto, e tomam dimensões que não quero. Que saem de lugares que nem sabia que existia.
E minhas palavras também me machucam. E são só pra me defender. Só pra me defender.
Busco defesa na minha própria destruição.
Não fale mais assim. Tome cuidado com o que pode fazer. Cuidado com o abismo diante de seus pés.
Há menos chão do que pode imaginar.
E eu? nem poderei mais sentir, eu nem poderei mais te ouvir. Minha alma já está ferida demais. Meu chão já está longe demais. E esse ainda é o ar que eu respiro, essa ainda é a vida que vivo. Me diga como poderei fugir?
Me diga com qual força?
E pra onde?
Se não enxergo mais nada além do vazio?

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